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“O Brasil está ameaçado de uma perseguição religiosa e as Senhoritas Josefinas são idealizadas para o triunfo de Jesus Cristo em seus mártires”.

Mons. Luis Rocha

Durante a 7ª Reunião, no dia vinte e quatro de setembro do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo – 1933, realizou-se a 7ª sessão das Senhoritas Josefinas, na Casa Paroquial Jesus, Maria, José, às 14 horas, presidindo-a o Reverendíssimo Diretor, Monsenhor Luis de Carvalho Rocha.

Iniciando a sessão com o Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Todas pusemos os crucifixos presos ao simbólico torçal vermelho, respondendo à saudação. A seguir Sua Revma. disse as preces de estilo das reuniões Josefinas e passou a fazer conosco a Meditação, sobre as dores da Virgem Santíssima na Paixão de seu Divino Filho.

Ensinou-nos que “o importante na meditação é procurar entender o que for lido – tomando palavra por palavra”.

Fazendo a meditação do que havia lido comentou pausadamente as palavras: Nossa Senhora sofreu mais que todos os mártires.

Porque a grandeza da dor mede-se pela grandeza do amor. Quanto mais se ama mais se sofre em ver sofrer a pessoa amada. E Maria Santíssima tinha inteligência de tudo que Nosso Senhor Jesus Cristo iria sofrer, desde o abandono dos seus íntimos até a repulsa do Pai Eterno, que em Jesus não viu, no Getsêmame, senão o homem criminoso. Nossa Senhora é a Rainha de todos os mártires. Devemos agradecer-Lhe a participação que Ela teve na Redenção, encorajando Nosso Senhor com sua presença de Mãe, com seu amor veemente, imenso.

Como uma homenagem à Virgem das Dores o Reverendíssimo Monsenhor Diretor incorporou a ladainha Josefina a invocação: Rainha de todos os mártires.

As Josefinas encarna na sua espiritualidade a mística do martírio impregnado pelo sangue dos mártires da Igreja que corre em nossas veias. Nascemos durante a vivência do martírio quando aconteciam as perseguições aos cristãos no México, e como Maria está ligada ao martírio do seu filho Jesus, como vimos na reflexão do nosso fundador o mesmo deixou as Senhoritas Josefinas sob o patrocínio de Maria, Rainha de todos os Mártires. Toda Congregação tem uma Maria da sua devoção e a Maria da devoção deve ser a mesma da devoção de quem recebeu de Deus a iluminação para fundar o Instituto. Após a clarificação ficou claro para nós, também, que a Maria que Monsenhor tinha devoção e por estar ligada ao Martírio é a Maria que ele introduziu na Ladainha a ser rezada nas reuniões das Senhoritas. Assim, após a clarificação do nosso Carisma, achamos por bem assumir a Maria de Monsenhor, mesmo sendo filhas de Maria sob a invocação de Nossa Senhora das Graças, das filhas da Caridade e tendo um especial carinho pela Maria sob o titulo de Nossa Senhora Auxiliadora, dos Salesianos, mas era justo que como estas Congregações, nós também tenhamos a nossa Maria, única e exclusiva das Josefinas, Maria Rainha dos Mártires. Por isso trouxemos a imagem de Portugal, onde se encontra um santuário em honra de Maria Rainha dos Mártires e mandamos confeccionar as imagens para cada comunidade.

Queremos fazer crescer em nós o amor e a veneração pela Mãe do Senhor sob o titulo de Maria Rainha dos Mártires.

Nossa Senhora Rainha dos Mártires

ORAÇÃO A MARIA RAINHA DOS MÁRTIRES

Ó terna Mãe Maria Santíssima, boa mãe de todos os mártires, vós que acompanhastes com resignação e fortaleza os passos do vosso Filho no sofrimento e morte na cruz, acolhei em vosso regaço de mãe os vossos filhos que hoje sofrem a dor da violência, da exclusão, da fome, do abandono, do desemprego, da doença e tantas outras situações de martírio.

Vós que sofrestes mais que todos os mártires, pois a grandeza da vossa dor foi medida pela grandeza do vosso amor. Concedei-nos a graça de viver cada dia o nosso martírio cotidiano, impregnado em nós pelo nosso fundador.

Que nós, Josefinas, chamadas a participar do Martírio de Cristo, possamos testemunhar nosso carisma com ousadia e determinação na solidariedade e compaixão com o grito das crianças perseguidas. Apresentai as nossas súplicas ao vosso Filho Jesus Cristo nosso salvador. Amém.

 

ORAÇÃO DE SÃO JOSÉ

“Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possível as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos.


Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.


Ó Pai muito amado, em vós depositamos toda a nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder.

São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede, nós vos pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria. São José, rogai por nós que recorremos a vós.”

São José

 

SÃO JOSÉ FIGURA DETERMINANTE NA VIDA JOSEFINA

Contemplando a figura de José: é ele a figura que silenciosamente executa os desígnios de Deus: presta atenção aos sinais de Deus na realidade concreta, na vida social, religiosa e política, faz o discernimento, escuta e age prontamente, mesmo à  custa dos maiores sacrifícios.

“A Congregação das Josefinas, desde o nascedouro, pediu a São José que lhe fosse o amparo e guia. Dele tiraram o nome de que se ufanam santamente, porque lhes lembra que tem como Chefe Espiritual, o mesmo que a Providência Divina escolheu para cuidar da Sagrada Família”. (D. Antônio em março de 1964).

Nossa devoção a São José vem da raiz, “nascemos sob os pés de seu altar, assim cantamos”. É gratificante termos um alicerce baseado numa raiz que sob o olhar de Deus merece toda a honra: REDEMPTORIS CUSTOS, (João Paulo II) função que homem nenhum na terra exerceu: cuidar de Jesus e Maria.

Nós Josefinas além de trazermos o seu nome, temos uma forte ligação com São José, ele foi o escolhido, fomos também nós escolhidas por Deus. Deus dirigiu o seu olhar para São José com um olhar de carinho com a mais alta confiança: ele vai se responsabilizar pelo seu Filho, na mais nobre missão.

Nos desígnios de Deus, naquela escolha estava prevista a dúvida, mas também a certeza, o medo - “não temas”- mas também a coragem; a dor, mas também a alegria, o cansaço – “foge para o Egito”- acompanhado do repouso- “os que querem matar o menino já estão mortos”.

O sono de José é um exemplo de alguém que não toma decisões precipitadas – o sono, símbolo da tranquilidade. Ele soube esperar e ao acordar, símbolo da decisão, resolveu receber Maria como sua esposa. São José pensou, decidiu e fez. Que bom, para nós Josefinas se tomássemos sempre esse exemplo de São José no seguimento de Jesus.

Que sentimentos práticos de vida São José desperta em nós Josefinas?

  • A certeza e convicção de sermos escolhidas por Deus também para uma missão.

  • A confiança ilimitada na Providência Divina que nunca nos deixou valer. A atitude de quem se abandona nas mãos do Pai é dizer como São Paulo: eu sei em quem acreditei.

  • São José convida-nos a refletir sobre nossas respostas ao chamado. Aos 81 anos de idade D. Rosita escrevia para nós: “que graça poder cantar e perguntar ao meu Senhor: Senhor, que queres que eu faça? Senhor que queres de mim?”

São Bernardino de Sena em seus sermões século XV diz: “Quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão”.

Foi o que aconteceu com São José ele correspondeu não de modo automático, mas na cor responsabilidade com a Providência. Não foi fácil para ele a perda do Menino Jesus no templo. Teu pai e eu aflitos te procurávamos (Lc 3,48).

A mais alta missão de São José é ser administrador do Mistério da Salvação. Ele bem se assemelha aos Padres que desempenham um papel de guarda e administrador do Mistério da Salvação – A Eucaristia. O Corpo que Jesus se dá a nós foi alimentado por São José. Aquela criança, por São José protegida, foi preparado por ele para culminar a sua missão de salvar o mundo na Cruz e Ressurreição. As irmãs Josefinas, como São José também protegem uma criança, a criança perseguida que procura o seu lugar: uma vida digna para também ela salvar o mundo da dor, da violência.

 A Palavra de Deus traz uma Palavra sobre quem é José: um homem justo.  (Lc. 1,19) José deu a Deus o que lhe pertence, deu a Deus o que lhe foi confiado. Justo é quem totalmente e livremente se submete aos desígnios de Deus. São José é legalmente e moralmente justo São José levou uma vida ativa. Suas ações exteriores não prejudicaram a sua vida interior. Homem de oração. Quantas maravilhas não foram nele realizadas pela presença do Deus visível e de Maria na Casa de Nazaré!

Nós, Josefinas poderíamos interiorizar e vivenciar melhor essa realidade de Jesus Eucarístico em nossas Comunidades.

São José foi o grande oculto, ele se escondia por trás de Jesus e Maria. Dele não se disse quase nada e nem ele verbalizou a honra que lhe foi entregue. A Jesus alguém se referiu: não é ele o filho do carpinteiro? De onde lhe vem essa sabedoria? (Mt.13,54-58).

São José viveu no silêncio, a ele seja dedicado o que diz São Tiago: "Todo homem, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tiago 1,19).

“Em Nazaré, aprende-se a lição do silêncio. Renasça em nós a valorização do silêncio. Em nós aturdidos por tantos ruídos, tantos barulhos. O silêncio de Nazaré ensina-nos a prestarmos atenção às boas inspirações e palavras; ensina a mergulharmos no nosso interior onde somente Deus conhece o segredo”. “alocução de PP Paulo VI em 1964 em Nazaré”.

Quando cantamos a ladainha de São José expressamos sete glórias por sua missão, oito louvores por suas virtudes e nove patrocínio sob sua proteção.  Dentre as virtudes está José obedientíssimo: “José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa. (Mt. 1,24); numa disposição total  à vontade de Deus desfazendo os seus projetos pessoais.

José era obediente também às leis civis: viajou para Belém para o censo conforme a lei  prescrevia. (Lucas 2,1-5).

Diante da santidade de São José o que fazemos para dizer ao mundo, quem é José em qualquer situação em  que nos encontrarmos?

A exemplo de São, as Josefinas devem esforçar-se para dar testemunho de vida de família, em comunidade e em suas relações no meio em que vivem e trabalham. Provarão assim, a sinceridade e caráter sobrenatural do culto que prestam a seu Pai e Protetor.

Nós, Josefinas, somos chamadas a servir os interesses de Jesus, de sua Santa Igreja imortal, à imitação de São José, para proclamar a justiça, promover a paz e salvaguardar os direitos da criança perseguida a nós confiadas.

Maria Luiza Saraiva