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PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO 
E CANONIZAÇÃO 


Rosita Paiva

Prezadas Irmãs, prezados irmãos, viva Jesus!

O Instituto Josefino acolhe com alegria e gratidão o apelo do Espírito Santo mediado pela Santa Igreja quando nos  alerta e nos convida a reconhecer e  a viver o testemunho de Santidade da nossa cofundadora Rosita Paiva, abrindo o seu Processo de Beatificação e Canonização na Arquidiocese de Fortaleza, lugar onde foi plantada a sua vida e a sua missão.Onde viveu a sua vocação e quem era o Cristo Partido por quem ela havia decido viver. Por isso, convidamos a todos a participar e caminhar conosco em busca do bom êxito desta Causa, para podermos um dia elevar esta nossa irmã Rosita Paiva aos altares da Igreja.

            No dia 18 de maio de 2021 D. José Aparecido Torsi Marques na Circular 004/2021 comunica à Arquidiocese de Fortaleza que a Congregação para a Causa dos Santos em Roma autorizou a abertura oficial do processo de  canonização e beatificação da Serva de Deus Rosita Paiva, do Instituto Josefino e, convoca todos os fiéis e interessados a fornecer quaisquer documentos pertencentes e referentes a Rosita Paiva e dar notícias que sejam úteis a esta causa.

            Em seguida foi erigida a Comissão de Postulação com os seguintes membros: Pe. Luiz Fernando Martins Cabral, (MSC) postulador e como vice postuladores Pe. Josileudo Queiroz Façanha e Marly Carvalho Soares do Instituto Josefino e diversos membros que foram convidados a servir a esta Causa. O Instituto Josefino agradece a disposição e o serviço de todos.

            Com esse propósito aqui estamos reunidos um ano depois, para oferecer as nossas orações, testemunhos, e em comunhão com os santos celebrarmos este acontecimento pela nossa serva Rosita Paiva que viveu este itinerário de fé e de caridade na vida cristã e na vida consagrada com amor, alegria e doação ao próximo sem distinção de pessoas.

Marly Carvalho Soares - IJ

Vice-postuladora da causa

ROSITA PAIVA – SERVA DE DEUS, COFUNDADORA DO

INSTITUTO JOSEFINO - *13/03/1909   +19/08/1991

 

PERFIL DE ROSITA PAIVA E SUA TRAJETÓRIA HUMANA

 

 

Rosita Paiva, filha do casal: Alexandre Muzzio Paiva e Virgínia Menezes Paiva, nasceu aos 13 de março de 1909 em Canutama / AM. Recebeu o batismo no dia 20 de dezembro de 1909, na Paróquia N. Sra. de Nazaré – Prelazia de Lábrea Rio Purus /AM. Fez sua Primeira Eucaristia no dia 29 de outubro do ano de 1918, no Colégio das Irmãs da caridade. E aos 03 de junho do ano de 1915 realizou sua crisma na Capela Episcopal da Paróquia da Catedral, em Fortaleza-Ce.

Com 03 anos de idade por ocasião da morte do pai, sua mãe veio juntar-se aos parentes em Fortaleza, CE, com suas duas filhas. Rosita foi internada no Orfanato de crianças pobres do Colégio da Imaculada Conceição, na Av. Santos Dumont - 55, onde passou toda a sua infância.

 

A EDUCADORA

 

Em 1918, deixou o orfanato e ingressou na Escola Normal Pedro II, hoje Instituto de Educação, inserido na Rua Graciliano Ramos, 52 – Fátima, Fortaleza – Ceará. Lá concluiu seus estudos, recebendo o diploma de professora do Estado, na Capital Fortaleza. No ano de 1927, Rosita inicia sua missão de Mestra/Educadora respondendo ao padrão indispensável no campo de educação da época, pela sua competência e formação moral e cristã. Foi nomeada para o Grupo Escolar Santos Dumont, atualmente Escola de 1º Grau Clóvis Bevilaqua, situado na Av. Dom Manuel, 511, em Fortaleza. No grupo, Rosita teve a preocupação de dar aos seus alunos não só a instrução cristã, mas formar cidadãos autênticos que viessem a ser mais tarde a honra da Pátria e da Igreja. Foi educadora, catequista e missionária na terra da luz e nos Estados Nordestinos. Simultaneamente ao serviço público, foi ainda professora em Colégios particulares para crianças, ensinou Sociologia às Normalistas do Colégio das Dorotéias, hoje Faculdade Maurício de Nassau, localizado na Av. Aguanambi, 251- Fortaleza e fundou o Instituto Mons.Luis Rocha, ao qual se dedicou, intensivamente sobretudo na formação cristã   da infância e da juventude, cultivando assim, muitos valores para Deus, para a família e para a Pátria.

Seu ideal de educadora comprometida com a fé e com a vida inspirou a missão educativa do Instituto Josefino, e atualmente contamos com 08 escolas presentes na Cidade de Fortaleza e nos Estados do Ceará, da Paraíba e do Maranhão.

 

APÓSTOLA E RELIGIOSA CONSAGRADA

 

Rosita Paiva foi pioneira no Movimento Laico em Fortaleza e a primeira presidente da Ação Católica, tomando parte ativa na LEC (Liga Eleitoral Católica) sendo também, durante muito tempo, colaboradora do Jornal Católico Nordeste.

Foi uma apóstola incansável do Mestre a quem amou sem medida e procurou imitá-lo com fidelidade, seguindo desde muito jovem. Mulher simples, humilde, compreensiva, caridosa, acolhedora, atraía muitas almas para o Reino de Deus.  Na sua relação com as pessoas, era capaz da humildade e do rigor, da autoridade e do serviço, da fortaleza e da pequenez, da ofensa e do perdão, da contemplação e da ação. 

 

A fé era a virtude que iluminava os seus caminhos. Seu espírito de fé era tal que o mesmo se traduzia numa vida de pessoa orante. Amiga dos pobres, tinha para com eles profunda sensibilidade. Nunca deixava de atendê-los em suas necessidades. 

 

A caridade foi a sua virtude predileta. Guiada por tão excelentes virtudes, ela amava verdadeiramente os pobres, os doentes e os marginalizados . Esta mulher de Deus, a exemplo do grande Mestre, edificava a todos pela sua bondade, serenidade, equilíbrio, firmeza, pureza de coração e amor ao Pai.

 

Em 04 de janeiro de 1933, Monsenhor Luis de Carvalho Rocha, Pároco da Catedral e amigo de Rosita, de quem ela recebia as orientações no exercício de seu apostolado, teve uma ideia, uma inspiração divina de fundar uma Congregação de jovens que se dedicassem ao serviço da Igreja. Rosita foi a primeira pessoa a ouvir de Monsenhor Luis Rocha este segredo que ele a confiou, perguntando se ela estava preparada e pedindo-lhe que mantivesse o sigilo.  Rosita é claro, com o amor que tinha a Nosso Senhor, não demorou a responder com firmeza o seu sim, acolhendo com amor o ideal do Monsenhor que agora, também era dela.

Rosita, que sonhara com a Vida Religiosa já aos 16 anos, somente com 44 anos fez sua primeira Profissão Religiosa. Profundamente disponível e atenta à Palavra de Deus, Rosita foi aprendendo a perscrutar e sintonizar os seus desígnios, não resistindo às suas aspirações ao longo de sua vida. Como a de Abraão sua vida foi uma longa caminhada rumo ao desconhecido, na esperança de estar trilhando os caminhos apontados por Deus. O acolhimento, a doação de si mesma, a partilha de tudo, a fortaleza, a alegria, o zelo pelos sacerdotes, a atenção aos pobres, o amor à santa missa e à confissão marcaram sua vida. Foi sempre uma mulher forte e virtuosa. Sua vida foi um autêntico testemunho da presença de Deus.

 

 

MISSIONÁRIA

 

Rosita era mulher missionária, não porque tivesse ido trabalhar nas missões, em terras distantes, mas porque teve grande zelo pela difusão do Evangelho em todo mundo. Mulher forte, conheceu a pobreza, o sofrimento, a angústia e a solidão, mas soube tirar de tudo a força necessária para ser fiel à missão que lhe fora confiada. Era característica de Rosita, SERVIR. E servia a todos sem distinção. Aprendera com Maria a quem tinha uma devoção muito especial a colocar-se como serva do Senhor, sempre disposta a servi-lo fazendo em tudo a sua vontade.

Foi com este espírito missionário, que como Superiora Geral do Instituto Josefino, enviou as primeiras missionárias para o Maranhão e mais tarde para a missão no Acre, Região Norte do nosso País, para um árduo trabalho com o povo de Deus, dentre ele os índios, ribeirinhos e hansenianos.

No momento presente a missão Josefina abrange os estados do Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia, Amazonas e os Países da França e do Haiti.

 

 

LÍDER E MÃE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O exercício de liderança em Rosita tem uma configuração “sui generis”. Suas orientações são sempre marcadas pelas mesmas atitudes de escuta, atenção, firmeza e docilidade, mantendo uma constante expressão de segurança. Ela jamais vacilava, apresentando uma linha de conduta sempre coerente com seus propósitos, colhendo a admiração e o afeto das coirmãs (suas filhas), e de todos os que dela se aproximavam, desejosos de receber seus ensinamentos.

As Josefinas que a tinham como mãe, costumavam dizer que pelo testemunho de sua liderança, descobriam o que queriam o que podiam o que sabiam o que faziam e para quem faziam. Era como se, na líder, encontrassem a clareza de opção geradora da verdadeira alegria de serem “Consagradas no Instituto Josefino”.

Possuía uma grandeza interior acompanhada de uma determinação de gestos e palavras que transparecia um caráter forte, autônomo, mas ao mesmo tempo dócil, compreensivo, amável, próprio de uma verdadeira líder e de uma mãe de amor sem par.

 

ESPIRITUALIDDE

 

Toda sua espiritualidade centrava-se no amor à Eucaristia. A sua participação na santa missa, a comunhão sacramental e espiritual, os momentos de adoração, o graças e louvores... ao soar as horas, testemunhavam seu amor a Jesus sacramentado.  Era uma mulher de fé inabalável. Vivia sempre na presença de Deus. Sua vida era uma contínua oração de louvores e ação de graças ao Bom Deus.  Adorava, amava e louvava ao Deus Uno e Trino. Tinha uma confiança inabalável na Divina Providência e incutia em cada Josefina a capacidade de olhar sempre com otimismo a vida pobre e simples que abraçavam.

 

 

Ela fazia do trabalho, do sofrimento, da fadiga uma oferenda para o altar do Senhor. Foi sempre um exemplo de pobreza, desprendimento, obediência, fidelidade ao evangelho. Era uma mulher de olhos voltados para o mundo e coração voltado para Deus. Alma de oração, Rosita vivia em contato permanente com Deus. Alma eleita, alma santa, alma fiel até o fim.

Rosita foi a primeira Superiora Geral do atual Instituto Josefino, nomeada por Dom Antônio de Almeida Lustosa e reeleita em cinco Capítulos consecutivos, sendo no último postulada. Foi também a primeira Mestra de Noviças, nomeada por dom Antônio em 19 de março de 1953. Rosita permaneceu na direção do Instituto como Superiora Geral de 29 de dezembro de 1949 a 22 de janeiro de 1988. Durante seus 38 anos na direção do Instituto, fundou 84 casas; na Cidade de Fortaleza e nos estados do Ceará, Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte, Piauí e na diocese do Acre.

 

 

 

Rosita passou aos braços do Pai, na manhã tão bela e radiosa do dia 19 de agosto de 1991, na cidade de Campo Maior / Piauí. Foi velada na Catedral de Fortaleza, berço do Instituto Josefino e sepultada no cemitério São João Batista. Seus restos mortais se encontram na Casa Mãe das Josefinas localizada à Rua J. da Penha, 46, em Fortaleza- Ce.

 

 

 

 

 

 

Rosita Paiva viveu profundamente a experiência da gratidão! O tempo todo ela expressava que tudo é graça do Bom Deus!

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